Como funciona a Bolsa de Valores?

As primeiras bolsas de valores localizavam-se em Amsterdam, no ano de 1602, onde foram instituídas pela Companhia Holandesa das Índias Orientais que comercializou as primeiras ações que foram colocadas em um estabelecimento financeiro. A partir daí, a sua utilização para comercialização de ações ficou cada vez mais conhecida e utilizada. Este meio, portanto, vem sendo muito usado por acionistas do mundo todo em busca de lucros e investimentos de gama financeira.
  
A bolsa de valores consistem em um mercado organizado onde se negociam ações de capital aberto, isto é, de empresas públicas ou privadas, além de outros instrumentos financeiros como Ações e Opções. No momento em que uma empresa resolve abrir seu capital, ou seja, dispuser suas ações ao público, esta passa a atrair novos acionistas para injetarem-lhe dinheiro. Com isso, estes acionistas adquirem certas proporções da empresa e passam a compor suas cadernetas financeiras, onde se caso houver prejuízos, estes serão divididos proporcionalmente dentre os sócios.
  
Contudo, para que se possa participar desta aposta, necessita-se que o acionista seja credenciado em uma corretora de valores. Estas, por sua vez, que mediam todas as negociações, realizando as transações para quem deseja investir em ações e mantendo a bolsa financeiramente. A bolsa, neste sentido, deve preservar elevados padrões éticos de negociação e divulgação das operações executadas, com rapidez, amplitude e detalhes.


No que tange a compra destas ações, estas estão divididas em três formas distintas:
  • Fundos de investimento: onde os investidores possuem cotas, que correspondem a uma porção do total de ações contidas no fundo. Nesta forma, cada fundo possui as suas regras e graus de riscos individuais para cada investimento, necessitando de um gestor da CVM (Comissão de Valores Imobiliários). Assim, cada investidor, antes de adquirir este fundo, deve estar de acordo com suas regras e políticas.
  • Clubes de investimento: possuem um caráter menos formal que os fundos, não necessitando de um gestor certificado pela CMV, somente de um representante que dê à corretora a ordem de compra ou venda das ações. Compõem-se, geralmente, por um grupo de amigos ou familiares, formando um clube, que pode ser iniciado com no mínimo três pessoas e chegar até um limite de 150. Isto acaba por proporcionar certo grau de liberdade por parte de seus integrantes, onde se decide quanto e onde será investido.
  • Individualmente: a própria pessoa controla as ordens de compra e venda de suas ações.  Para realizar a compra destas ações, o indivíduo pode contar com consultores para tirar dúvidas e obter ajuda na identificação de boas oportunidades de investimento.

Uma entidade muito conhecida aqui no Brasil, responsável por intermediações de operações no mercado, é a Bovespa. Sem fins lucrativos, esta entidade é subordinada ao Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários, contando com cerca de 100 corretoras de valores. Suas principais funções consistem em proporcionar condições necessárias de segurança, transparência e rapidez; auxiliar na formação de preços; educar pequenos e grandes investidores; além de intermediar as operações entre os acionistas e os investimentos feitos.

Quando refere-se ao risco, a compra de ações apresenta-se como um investimento de alto risco, devido as variações nos preços das ações e não garantia de retorno sobre o capital investido. Estas oscilações podem ocorrer a qualquer momento, pois tudo depende das alterações sofridas no mercado e o setor de atuação da empresa. Contudo, aconselha-se que o indivíduo aja com precaução ao decidir investir em algumas ações, ainda mais se necessitas do capital em curto prazo.
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